Mesas Temáticas

Descrição

Aplicação de multiômicas com resolução espacial na biologia de vetores

Coordenadores:

  • Lucas Tirloni (Rocky Mountain Laboratories/ NIH)
  • Stephen Lu (Rocky Mountain Laboratories/ NIH)

A mesa reunirá diferentes expertises para discutir uma das fronteiras mais inovadoras da biologia, com potencial aplicação na biologia de vetores. A integração de transcriptômica de célula única, proteômica de célula única e tecnologias espaciais é essencial para compreender como interações moleculares em tecidos específicos influenciam a competência vetorial e a transmissão de patógenos, além de ser fundamental para o avanço do conhecimento em biologia básica. Esse formato permitirá debates aprofundados sobre desenho experimental, desafios na integração de dados e limitações técnicas dessas abordagens emergentes. Ao promover a troca interdisciplinar, a sessão contribuirá para acelerar a aplicação dessas tecnologias em estratégias de controle de vetores e prevenção de doenças

Desafios na vigilância entomológica: estratégias, indicadores e perspectivas para uma atuação efetiva

Coordenadores:

  • Rafaella Albuquerque  e Silva (SVSA) – Ministério da Saúde

O fortalecimento da vigilância entomológica como direcionador das atividades de controle vetorial e manejo integrado de vetores é um tópico crucial, que vem gradativamente sendo enfraquecido, no âmbito da saúde pública. Portanto, é necessário estimular estudos que tragam novas perspectivas na vigilância de vetores, especialmente no que diz respeito ao manejo integrado, sugerindo estratégias e formas distintas de análise de dados, além da participação da comunidade de forma mais efetiva na vigilância e controle desses vetores. Nesse sentido, a mesa tem como objetivo discutir estudos que abordem diversas metodologias para o levantamento e monitoramento de insetos vetores, buscando contribuir para o conhecimento sobre o comportamento e os aspectos biológicos dos vetores e, assim, direcionar as atividades de prevenção coletiva e controle. Adicionalmente, a mesa contemplará novas metodologias e estratégias para o controle vetorial.

Ensaios enzimáticos e caracterização de enzimas

Coordenadores:

  • Fernando Genta (IOC)

A detecção de atividades enzimáticas é parte essencial da caracterização de adaptações de insetos a diferentes situações fisiológicas, como dietas e infecções. Além disso, enzimas são alvos importantes em intervenções de controle de pragas e vetores

Linhagens Endogâmicas Recombinantes como Ferramentas-Chave para Estudos de Associação Genômica em Insetos Modelo e Vetores de Doenças

Coordenadores:

  • Luiz Guilherme Soares da Rocha Bauzer (IOC)

Esta mesa temática tem como objetivo discutir o uso estratégico das linhagens endogâmicas recombinantes (LERs) em estudos de associação genômica ampla (GWAS) aplicados a insetos. A partir da experiência consolidada com Drosophila melanogaster, serão destacados os benefícios dessas linhagens para o mapeamento preciso de loci relacionados a fenótipos complexos, como resistência a inseticidas, competência vetorial e adaptação ambiental. A discussão se estenderá à aplicabilidade das LERs em insetos vetores de importância médica e veterinária, abordando desafios e oportunidades na geração e uso dessas ferramentas em organismos não-modelo.

Métodos de análise de comportamentos de insetos

Coordenadores:

  • Alessandra Guarneri (Fiocruz MG)
  • Luciana Araripe (IOC)
  • Rafaela Bruno (IOC)

Métodos de análise de comportamento de insetos” abordará diferentes técnicas para a avaliação de diferentes comportamentos em insetos, tais como atividade locomotora, resposta ao parceiro sexual, preferência por odor, dentre outras. A discussão buscará integrar aspectos comportamentais, fisiológicos e ecológicos, destacando aplicações em pesquisa básica e aplicada.

O papel da microbiota na biologia e no estabelecimento da infecção de artrópodes vetores por patógenos

Coordenadores:

  • Andréa Cristina Fogaça (USP)

Os artrópodes, assim como outros metazoários, albergam uma comunidade de microrganismos que desempenha um papel importante no seu desenvolvimento, fisiologia, saúde e comportamento. Essa comunidade, denominada microbiota, também pode exercer um efeito positivo ou negativo na competência vetorial. Nessa mesa, as interações moleculares entre os principais artrópodes vetores de doenças, os patógenos por eles transmitidos e a microbiota serão discutidas.

O sistema complemento humano como modulador da infecção por dengue no mosquito: uma interface crítica entre hospedeiro e vetor

Coordenadores:

  • Patrícia Muniz Mendes Freire de Moura (UPE)

Evidências recentes indicam que componentes do complemento podem permanecer funcionalmente ativos no lúmen intestinal do mosquito após a ingestão de sangue, interagindo diretamente com partículas virais e potencialmente modulando a capacidade do DENV de infectar o epitélio do intestino médio. Diante desse cenário, esta mesa temática propõe discutir a persistência e a atividade do sistema complemento no intestino do mosquito após o repasto, bem como o papel de componentes-chave, como C3, MBL e o complexo de ataque à membrana, na interação com o DENV. Por fim, serão exploradas as implicações desses mecanismos para o desenvolvimento de novas estratégias de controle de arboviroses, incluindo intervenções baseadas na modulação da imunidade do hospedeiro ou do vetor.

Taxonomia e ecologia de vetores

Coordenadores:

  • Jose Dilermando Andrade Filho (Fiocruz MG)
  • Bruno Leite Rodrigues (UNESP)

O conhecimento sobre o comportamento de vetores e sua interação com o ambiente são de fundamental importância para compreender epidemiologia dessas doenças, além disso, a taxonomia deve ser incentivada visando a formação de novos profissionais na área.

Vacinas para Parasitas

Coordenadores:

  • Itabajara da Silva Vaz Junior (UFRGS)
  • Luis Fernando Parizi (UFRGS)

O controle de parasitas é feito, basicamente, com o uso de produtos químicos. Entretanto, o controle através do uso de vacinas tem sido pesquisado nas últimas décadas e torna-se cada vez mais importante como alternativa ao uso de químicos. É importante ressaltar que para o desenvolvimento de uma vacina é necessário, além da identificação de proteínas capazes de induzir uma resposta imune protetora e conhecimento dos mecanismos de resposta imunológica do animal.