Mesas Temáticas

Descrição

ENZIMAS E INIBIDORES DE ARTRÓPODES PARASITAS: ALVOS DE ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E INSPIRAÇÃO PARA POSSÍVEIS DROGAS

Coordenadores:

Os artrópodes, assim como os demais organismos vivos, possuem um conjunto complexo de enzimas que são fundamentais para manter o bom funcionamento do organismo controlando diversas rotas bioquímicas. As enzimas, assim como seus inibidores, estão envolvidas em rotas importantes do metabolismo que vem sendo amplamente estudadas e mostram características e funcionalidades diversas. Além dos estudos de fisiologia básica, essas proteínas se tornam interessantes para estudos que buscam utilizá-las como alvos para controle de parasitas, e ainda, para aqueles com enfoque em utilizar essas moléculas como modelo para o desenvolvimento de novas drogas inclusive para uso humano. Atualmente a bioinformática tem ajudado muito nesses estudos e a utilização de ferramentas in sílico tem possibilitado o planejamento racional de novos fármacos. Nessa mesa, as características bioquímicas dessas proteínas, a classificação, e a importância delas no contexto de desenvolvimento de estratégias de controle de parasitas e desenvolvimento de novos fármacos serão abordadas. Os coordenadores trarão exemplos de estudos in vitro e in silico, e os participantes estão convidados a participar trazendo suas próprias experiências (nesses dois contextos), conhecimentos e curiosidades, tornando a discussão ainda mais rica e interessante.

DIGESTÃO, ENVENENAMENTO E TOXINAS EM ARTHROPODA, ESTUDOS COMPARATIVOS

Coordenadores:

A nossa mesa redonda, “Digestão, envenenamento e toxinas em Arthropoda”, pretende discutir a presença de toxinas típicas de venenos no sistema digestório de diferentes artrópodes e qual o papel fisiológico destas moléculas, por exemplo, no intestino de artrópodes não venenosos como os carrapatos. Esta temática sempre foi muito importante em aranhas: qual o papel do veneno na digestão da presa e quais as diferenças da composição dos venenos e fluido digestivo das aranhas. Entretanto, com o uso das técnicas de sequenciamento em larga escala tanto de DNA/mRNA, como de proteínas com as técnicas de proteômica, a identificação destes peptídeos têm sido ampliada. Qual seria o papel fisiológico destas moléculas? São elas diferentemente expressas com a ingestão de alimentos? Estas moléculas são conservadas nos diferentes artrópodes? Quais as enzimas componentes dos venenos?

PATENTES NO CONTROLE DE INSETOS

Coordenadores:

Esta mesa redonda vai apresentar a natureza, as normas gerais e a importância da proteção da propriedade industrial, nas diferentes modalidades de proteção. Serão ilustrados exemplos na área de controle de insetos, tanto no caso de pragas agrícolas como de vetores de doenças. Serão apresentadas as tendências mais recentes no campo, e casos particulares ou dúvidas nos projetos dos ouvintes serão discutidos com os especialistas presentes. 

INTERAÇÕES ENTRE PATÓGENOS, CARRAPATOS E A MICROBIOTA

Coordenadores:

Os artrópodes, assim como outros metazoários, albergam uma comunidade de microrganismos que desempenha um papel importante no seu desenvolvimento, fisiologia, saúde e comportamento. Essa comunidade, denominada microbiota, também pode exercer um efeito positivo ou negativo na competência vetorial. Nessa mesa, as interações moleculares entre os principais artrópodes vetores de doenças, os patógenos por eles transmitidos e a microbiota, bem como as implicações dessas interações para a aquisição e transmissão de patógenos serão discutidas.

ESTRATÉGIAS PARA O FUTURO CONTROLE DE CARRAPATOS MULTIRRESISTENTES

Coordenadores:

Diante do grave problema de disseminação de resistência múltipla aos pesticidas químicos sintéticos utilizados no controle do carrapato bovino (Rhipicephalus microplus), se fazem necessários novos olhares sobre as características biológicas e as circunstâncias ecológicas do parasito e o desenvolvimento de novas estratégias químicas, não-químicas, imunológicas e ambientais visando o controle sustentável da praga de maior impacto econômico na cadeia produtiva de bovinos do Brasil. Nessa mesa redonda, discutiremos alguns desses novos olhares (diagnóstico de resistência, toxicologia molecular, controle biológico, compostos naturais, e vacinas) e o que podemos esperar do futuro do controle de carrapatos.

AEDES ALBOPICTUS NO BRASIL: DEVEMOS NOS PREOCUPAR?

Coordenadores:

Essa mesa temática abordará aspectos da ecologia, biologia e comportamento do mosquito Aedes albopictus (Diptera: Culicidae). Primeiramente registrado no Brasil em 1986, no estado do Rio de Janeiro, não levantou muita preocupação à época no âmbito da vigilância entomológica, por ser considerado um mosquito de hábitos mais silvestre e exofílico. Entretanto, esse quadro parece estar mudando e dados mais recentes vêm indicando sua expansão e estabelecimento por grande parte do território nacional, sua maior frequência em ambientes mais antropizados, além da competência vetorial para os vírus da febre amarela, dengue, Zika e chikungunya. Assim, baseados nos dados da literatura, discutiremos nessa mesa temática se, atualmente, devemos nos preocupar com essa espécie de mosquito e atualizar as diretrizes de vigilância.

MITOCÔNDRIAS EM ARTRÓPODES E HELMINTOS

Coordenadores:

As mitocôndrias são organelas que desempenham papéis centrais na biologia celular, regulando a homeostase energética e o balanço redox, além de participar diretamente do controle de vias envolvidas na sobrevivência, diferenciação e morte celular. A gama de funções desempenhadas por esta organela é expandida ao considerarmos toda a diversidade biológica nos artrópodes e helmintos. Controle metabólico, voo, termogênese, diapausa, reprodução, tolerância a inseticidas e longevidade são apenas alguns exemplos de como alterações estruturais e funcionais nas mitocôndrias participam de processos fisiológicos centrais nestes grupos animais. Esta mesa redonda discutirá aspectos clássicos e emergentes das mitocôndrias em artrópodes e helmintos.