Mesas Temáticas

Descrição

RNAI COMO FERRAMENTA DE CONTROLE DE INSETOS-PRAGA NA AGRICULTURA

Coordenadores:

Nos últimos anos os cientistas fizeram muito progresso na compreensão e no desenvolvimento de estratégia de controle de insetos usando o mecanismo de RNA de interferência (RNAi). Nesta mesa teremos uma abordagem histórica dos primeiros trabalhos, seus fundamentos. Também serão abordados exemplos práticos de aplicações de dsRNA via oral e pulverizada, entre outras forma de entrega das dsRNA a campo, incluindo o sistema de engenharia de virus conhecido como VIGS (silenciamento gênico induzido por vírus). Histórico de RNAi na agricultura. RNAi em percevejos: status e perspectivas. RNAi para insetos mastigadores (Coleoptera). Sistemas de silenciamento gênico induzido por vírus (VIGS) para o controle de insetos: Conceito, mecanismos e estudos de caso.

IMUNIDADE EM INSETOS – DA ECOLOGIA PARA O MECANISMO MOLECULAR

Coordenadores:

José Henrique de OliveiraUFSC

Discutiremos conceitos centrais em imunidade dos insetos (focados na biologia de Drosophila e mosquitos) e como diferentes abordagens experimentais de infecção nos permitem entender dinâmica e evolução intra-hospedeiro de bactérias e vírus de insetos e os mecanismos moleculares que permeiam tais processos. A mesa redonda consistirá em uma exposição que exemplifica diversos dos elementos citados acima seguido de discussão aberta e informal sobre o tema. 

COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE ARTRÓPODES HEMATÓFAGOS

Coordenadores:

Uma conversa sobre o mecanismo de alimentação e a formação da interface vetor-hospedeiro, enfocando adaptações apresentadas pelos artrópodes relacionadas com a obtenção do repasto sanguíneo na pele de vertebrados, entre elas:  morfologia das peças bucais; atividade das bombas de alimentação; padrão de salivação; atividades da saliva e comportamento do sangue no ambiente intestinal

INTERAÇÃO PARASITA-INSETO

Coordenadores:

Essa mesa temática pretende ser um fórum de discussão que aborda as interações de protozoários, vermes, bactérias ou vírus com insetos (ou outros artrópodes). Os tópicos potenciais incluem, mas não estão limitados a: (i) estudos sobre aspectos biológicos, morfológicos, bioquímicos, imunológicos ou genéticos dessas interações; (ii) abordagens genômicas, transcriptômicas, proteômicas e metabolômicas utilizadas para estudar as interações mencionadas acima; (iii) estudos visando o desenvolvimento de medicamentos e vacinas que reduzam a transmissão de patógenos transmitidos por vetores de humanos; (iv) estudos sobre vários aspectos da microbiota intestinal de insetos ou outros artrópodes e seu impacto na transmissão de patógenos.

ENZIMAS E INIBIDORES DE ARTRÓPODES PARASITAS: ALVOS DE ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E INSPIRAÇÃO PARA POSSÍVEIS NOVOS FÁRMACOS

Coordenadores:

Os artrópodes, assim como os demais organismos vivos, possuem um conjunto complexo de enzimas que são fundamentais para manter o bom funcionamento do organismo controlando diversas rotas bioquímicas. As enzimas, assim como seus inibidores, estão envolvidas em rotas importantes do metabolismo que vem sendo amplamente estudadas e mostram características e funcionalidades diversas. Além dos estudos de fisiologia básica, essas proteínas se tornam interessantes para estudos que buscam utilizá-las como alvos para controle de parasitas, e ainda, para aqueles com enfoque em utilizar essas moléculas como modelo para o desenvolvimento de novas drogas inclusive para uso humano. Atualmente a bioinformática tem ajudado muito nesses estudos e a utilização de ferramentas in sílico tem possibilitado o planejamento racional de novos fármacos. Nessa mesa, as características bioquímicas dessas proteínas, a classificação, e a importância delas no contexto de desenvolvimento de estratégias de controle de parasitas e desenvolvimento de novos fármacos serão abordadas. Os coordenadores trarão exemplos de estudos in vitro e in silico, e os participantes estão convidados a participar trazendo suas próprias experiências (nesses dois contextos), conhecimentos e curiosidades, tornando a discussão ainda mais rica e interessante.

TÉCNICAS “ÔMICAS” NO ESTUDO DE VETORES

Coordenadores:

Nesta mesa temática pretende-se demonstrar através de análise de dados reais a utilização das ferramentas de genômica, transcriptômica, metagenômica e proteômica, no estudo de diferentes aspectos de artrópodes vetores, como evolução, genética de populações, genética do comportamento, interação parasita-vetor. Para cada ferramenta abordada, serão descritos os desenhos experimentais utilizados, toda a metodologia será descrita e as ferramentas de bio-informática utilizadas para a análise dos dados serão apresentadas.

ESCRITA CIENTÍFICA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Coordenadores:

Será discutida a estrutura dos textos acadêmicos (artigos em periódicos), assim como ferramentas e estratégias para produção textual. Também serão debatidas questões de autoria, plágio e política editorial. Como fazer figuras e tabelas, como estruturar e compor o texto, como definir os autores, como usar tradutores, ferramentas de revisão de texto e anti-plágio, e como escolher a revista adequada para submeter o artigo. O formato da mesa será de breve apresentação dos tópicos pelo palestrante, discussão entre os participantes, e respostas a dúvidas e questões levantadas pela audiência.

O PAPEL DA MICROBIOTA NA BIOLOGIA E NO ESTABELECIMENTO DA INFECÇÃO DE ARTRÓPODES VETORES POR PATÓGENOS

Coordenadores:

Os artrópodes, assim como outros metazoários, albergam uma comunidade de microrganismos que desempenha um papel importante no seu desenvolvimento, fisiologia, saúde e comportamento. Essa comunidade, denominada microbiota, também pode exercer um efeito positivo ou negativo na competência vetorial. Nessa mesa, as interações moleculares entre os principais artrópodes vetores de doenças, os patógenos por eles transmitidos e a microbiota serão discutidas.

DESENVOLVIMENTO DE VACINAS

Coordenadores:

As doenças infecciosas sempre foram uma das principais causas da mortalidade e morbidade humana e animal. As vacinas são o meio mais prático e barato para controlar doenças. Como exemplos da eficiência das vacinas, podemos citar a erradicação da varíola humana e a quase erradicação da paralisia infantil, além do controle de diversas enfermidades. Classicamente, as vacinas foram baseadas em organismos atenuados, inativados ou partes de organismos. Grande parte das vacinas disponíveis e bem-sucedidas foi desenvolvida de modo empírico, antes de termos uma compreensão dos mecanismos imunes envolvidos. Nos últimos 50 anos grandes avanços foram obtidos no desenvolvimento de vacinas, o que resultou em novos produtos comerciais. Mais recentemente, foram desenvolvidas vacinas com antígenos particulados, recombinantes, sintéticos e, mais recentemente, baseada na inoculação de DNA ou RNA. O uso destes antígenos, por ser menos imunogênico que organismos inteiros, levou a uma maior necessidade no estudo e uso de adjuvantes e co-estimuladores, que aumentam a resposta imune associada à vacina. O conhecimento dos mecanismos envolvidos na resposta imune humoral e celular também é fundamental para a melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na proteção, e também no desenvolvimento de novas vacinas. Nos últimos anos, a compreensão da apresentação e processamento de antígenos e da regulação da resposta imune forneceu bases teóricas para o desenvolvimento de novas vacinas. Devido a COVID-19, o processo de desenvolvimento, testes clínicos de vacinas e uso de vacinas está sendo acompanhado, pela população, em tempo real. Entretanto, as informações reais estão acompanhadas por controvérsias e desinformação, utilizada com fins políticos e geopolíticos. Atualmente, centenas de projetos de pesquisas para o desenvolvimento e produção de novas vacinas estão sendo realizados em diversos países. Entretanto, a transformação de conhecimentos básicos em vacinas comerciais não é rápida e nem fácil, como consequência existe um grande número de doenças que não podem, ainda, serem controladas com o uso de vacinas.

BIO-ECOLOGIA DO AEDES ALBOPICTUS (DIPTERA: CULICIDAE) NO BRASIL

Coordenadores:

Essa mesa temática abordará aspectos da ecologia, biologia e comportamento do mosquito Aedes albopictus (Diptera: Culicidae). Primeiramente registrado no Brasil em 1986, no estado do Rio de Janeiro, não levantou muita preocupação à época no âmbito da vigilância entomológica, por ser considerado um mosquito de hábitos mais silvestre e exofílico. Entretanto, esse quadro parece estar mudando e dados mais recentes vêm indicando sua expansão e estabelecimento por grande parte do território nacional, sua maior frequência em ambientes mais antropizados, além da competência vetorial para os vírus da febre amarela, dengue, Zika e chikungunya. Assim, baseados nos dados da literatura, discutiremos nessa mesa temática se, atualmente, devemos nos preocupar com essa espécie de mosquito e atualizar as diretrizes de vigilância.

MITOCÔNDRIAS EM ARTRÓPODES E HELMINTOS

Coordenadores:

As mitocôndrias são organelas que desempenham papéis centrais na biologia celular, regulando a homeostase energética e o balanço redox, além de participar diretamente do controle de vias envolvidas na sobrevivência, diferenciação e morte celular. A gama de funções desempenhadas por esta organela é expandida ao considerarmos toda a diversidade biológica nos artrópodes e helmintos. Controle metabólico, voo, termogênese, diapausa, reprodução, tolerância a inseticidas e longevidade são apenas alguns exemplos de como alterações estruturais e funcionais nas mitocôndrias participam de processos fisiológicos centrais nestes grupos animais. Esta mesa redonda discutirá aspectos clássicos e emergentes das mitocôndrias em artrópodes e helmintos.